Vá para os bares ouvir as músicas que você gosta e saia de lá sem trocar as pernas nem as palavras. Se dê uma chance de diversão variada pelo menos esse mês. Saia de casa, deixe o medo de lado. Ninguém vive feliz com medo e receio, você tem que se esforçar um pouco, querida. Não dê ouvidos aos outros, mande o dedo do meio para quem precisar e seja feliz do jeitinho que você é. Não tema o abandono, eles vão acontecer de uma forma ou de outra, com um ou com outro.
Um escorregão ensina muito mais que várias vitórias, sabia? Eu sei que você não está tão bem e que o mundo não tem sido o mais justo contigo, mas eu tenho algo pra te dizer: vai passar. Aqueles clichês de que o tempo é o dono da razão, só o tempo cura e que ele é também o melhor remédio são todos verdadeiros. E você só vai aprender se exercitar a sua paciência, se pisar no freio e parar de ir no 200 por hora.
Eu que já me estrepei muito na vida, posso te dizer que não há mal que dure. Não há nem tristeza sem fim, desde que a gente não permita. A felicidade está nos cantinhos escondidos da vida, naquele bolo de fubá da casa da sua avó, nas lembranças doces que você ainda guarda. Escreva cartas para os seus afetos e pros seus desafetos também, se quiser desabafar em uma folha de papel em branco.
Tenha paciência, mas não seja conivente com as pequenas violências que cometem com você. Você não é obrigada e você está certa. Faça um versinho bonito com as cores do pôr-do-sol.
Chegue no horário, organize seu armário! Deixe tudo pronto para você chegar. Se distraia e saiba que isso é normal, apesar de não parecer tão fácil.
Não há nada de errado em ser você mesma de vez em quando.
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