lundi 20 avril 2015

Como eu era antes de você, Jojo Moyes.


"Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível."

Louisa Clark tem 26 seis anos e quase - ou nenhuma - ambição. Trabalha em um café durante alguns anos, mas assim que descobre que o dono do café vai se mudar e o estabelecimento vai ser fechado, se vê perdida tentando encontrar algum outro emprego. Louisa mora com seus pais, seu avô e com sua irmã e o filho dela, e namora Patrick.

Will Traynor tem 35 anos e é um ex-CEO. Apaixonado pela vida, antes de ser atropelado por uma moto e ficar tetraplégico, era uma pessoa muito ativa. Mas após o acidente se torna fechado e mal-humorado.

Quando Louisa se vê diante da possibilidade de trabalhar como cuidadora de um tetraplégico, no início tem medo, mas o que ela encontra é uma situação completamente diferente do que ela pensou.

Assim que começa a trabalhar para Traynor, Louisa se intimida pelas atitudes de Will que são absolutamente rudes, mas sem ter o que fazer pois precisa sustentar toda sua família, continua no emprego e é esse emprego que  muda completamente sua vida.

Com o passar do tempo, seu relacionamento com Will melhora e ela começa a perceber que uma pessoa que já foi tão apaixonada pela vida um dia, não podia simplesmente largar mão de tudo, mesmo em uma cadeira de rodas, e tenta de várias formas, trazer Will de volta a vida. E eles ensinam tanta coisa um ao outro! Sobre música, sobre relacionamentos, sobre roupas, sobre tudo.

Como eu era antes de você, antes de ser um romance clichê sobre pessoas diferentes que acabam se apaixonando uma pela outra, é um livro sobre redescobrimento de si mesmo. Will e Lou aprendem um com o outro de uma forma que eles não sabiam que era possível. De um momento extremamente difícil para os dois, nasce uma amizade bonita, um amor forte que vai pôr em prova as certezas que os dois tinham sobre a vida.

Só de pensar em falar nesse livro, eu estava com uma dor no coração horrível porque ainda não o superei completamente. O livro me deu uma sensação de que nós precisamos aproveitar a vida da melhor forma que pudermos, que devemos estar abertos aos ensinamentos que as pessoas estão dispostas a nos trazer, que as diferenças são apenas temperos em qualquer relação e que é muito bonito quando nos entregamos de corpo e alma à alguém ou à alguma coisa pois isso só nos torna mais... humanos.

O fato de Will ter sofrido um acidente e ter ficado em uma cadeira de rodas não o torna menos gente do que qualquer outra pessoa no mundo. O livro também nos mostra o quanto os deficientes são excluídos, são tratados com indiferença ou desprezo ou até mesmo com pena por muitas pessoas.

Muitas vezes não pensamos como é estar em uma cadeira de rodas, ou não conseguir mover os braços ou as pernas, ou ao menos conseguir comer sozinhos. Será que teríamos vontade de acordar para um novo dia sendo totalmente dependentes de outras pessoas? É um questionamento que me fiz durante a leitura e que ainda não tenho resposta.

E é isso o que Will quer que Lou entenda, e o que Lou não quer de forma alguma, aceitar.

O amor floresce do mais inesperado momento, quando não damos nada por ele, quando não estamos a sua espera. Will e Lou se redescobrem, cada um dentro do mundo do outro. Mas mesmo apesar disso, o livro nos faz uma pergunta muito difícil de responder: será que o amor - só o amor - é suficiente?

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