mardi 28 février 2012

Sobre aquele Velho Ditado

Lá se vê, no horizonte, os paradigmas da sociedade. Ei aqui, o maldito senso comum: mania de um corpo social supostamente organizado, porém vivente de conflitos e desordem. Nessa coletividade, são transmitidos pensamentos imutáveis ao longo de suas gerações, sobre o certo e o errado. Os tais clichês que surgem em horas inapropriadas, encaixando-se perfeitamente em situações que lhe causarão incômodo. O exemplar mico da tia.
Eis aqui, aquele velho e odiado ditado.
Não quero falar sobre algo que você realmente já ouviu – cumpre esse papel aquela tia chata com quinto grau de parentesco. Se a observação permite-me analisar, porém sem direitos de julgar, apenas me delicio com aquilo que vejo. Dever tenho de ser direita, indiscreta e neutra – não que isso signifique que eu seja sem opinião. A diferença é exime: opinião critica, mas não denigre. Sobre aquele velho ditado, quero lhe fazer refletir comigo nos próximos cinco minutos. Se para você tempo é dinheiro, que vamos direto ao assunto.
O sentimento que possuo é de indignação. Pouco compreendo da sociedade em que vivo e dos valores atribuídos pelos seus integrantes. O alerta já vem sido dado, porém não aplicado. Que seja generalizado, mas o mundo realmente está perdido. Algo semelhante ou exato à inversão de princípios. A desordem é o princípio do caos, mas o desejo pode ser o começo de uma revolução. E aí que mora o problema: a desordem reina, mas a revolução não acontece. Não há caos nem desejo. Vivemos pendentes no meio termo. 
Como diria a tia, estamos em cima do muro.
Entre os jovens, o bullying. Uma ação delinquente, pejorativa e desumana. Casos de crianças com desejos anormais e forte repreensão por indivíduos do mesmo tamanho que ele. E mesmo assim, situações fora de controle. Diria alguns orgulhosos: falem bem ou falem mal, mas falem de mim. Pena que isso não se aplique com exatidão na prática. As consequências desse ato tão fracassado, ridículo e eloquente, são frutos de uma educação não imposta. Não há fortaleza ou frases clichês que suportem o mal da crítica coletiva.
Mas nada como um dia após o outro. A vida continua.
Se um dia você encontrar alguém como vou descrever, ou se você já conhece esse alguém ou se você for esse alguém, por favor, reflita. Isso sim merece doses de desespero. Falo daquilo que falta e nessa ausência, tudo compromete. A dignidade. Sabe aquela típica gostosa da balada? Muitos acessórios, pouco pano, muita sensualidade, pouca inteligência. Essa sim, deve ter ouvido horas e horas dos velhos ditados, mas jamais pensou em um dia aplicá-los. Afinal, alguma vez você já ouviu –desculpe o emprego da palavra– uma vadia dizer: antes tarde do que nunca? Que cautela nunca é demais? Ou cada coisa no seu tempo?
Tão irônico se não fosse trágico.
As aparências enganam, mas a piriguetes são previsíveis. Você sabe exatamente a hora que ela vai dar mole, jogar o cabelo pro lado e se fazer de difícil. Um pouco mais de resistência da parte do conquistador e logo ela se dá por vencida. E inúmeras vezes, na mesma noite, ela perde essa "batalha". Acho incrível o quanto essas frustradas não pensam duas vezes antes de agir. Simplesmente se desvalorizam, deixam que façam o que quiser –se é que vocês me entendem– e são tratadas como brinquedo, nunca como mulher. Não aproveitam a idade, a beleza, a oportunidade e a maquiagem para conquistar algo muito melhor: o valor de si mesma. Mas fazer o que, se gostam mesmo é de serem pisadas, já que não amam nem sentem, se enclausuram em decepções por serem tão passageiras. 
Se caírem, do chão não passam.
Ainda bem.
Dessa vez eu cumpro o papel da tia. Fica aí o recado para aquela gostosa da balada – a supérflua vistosa, gostosa solitária. Se tem alguém que mereça ouvir, passe a mensagem... Mas se for assim bebê, lamentável te dizer – se você é o que você come, analise o que você tem digerido da sua vida nos últimos tempos. Se é essa a imagem que gostaria de transmitir, ou se algum clichê diz exatamente o que você faz de errado. Tente repensar. Tuas atitudes refletem o que você é. Diria minha tia que nem tudo que reluz é ouro
Então, quando é que você vai sair dessa vida de bijuteria, queridinha?

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